Tudo pronto! “Só” falta a seção agradecimentos…

Ao encerrar, os sentimentos de alívio e de ‘missão cumprida’ sempre vêm acompanhados do sentimento de gratidão. Por conta disso, a seção de Agradecimentos está sempre presente nas teses e dissertações. Mas afinal, a quem devemos agradecer?


Desenvolver uma tese ou dissertação é um trabalho árduo e estressante. No entanto, receber um título de mestre ou doutor e poder contribuir com uma área de conhecimento é o que nos motiva iniciar e permanecer até finalizar essa grande jornada.

Com todos os desafios que enfrentamos ao fazer um mestrado e doutorado, nossos momentos de lazer devem ser muito valorizados. De fato, eles são importantes e necessários para relaxar, controlar nossas expectativas, fugir um pouco da nossa rotina para voltar com novos pontos de vista… Há pessoas que não vivenciam esses momentos por associarem o lazer à preguiça, perda de tempo ou ainda a irresponsabilidade.

No entanto, se agradecer a animais de estimação na redação da tese ou da dissertação pode demonstrar uma imaturidade científica, agradecer a cerveja, ao time de futebol, ou seja lá como for seus momentos de lazer com certeza demonstrará isso.

Para evitar contrangimentos desnecessários, elencamos aqui alguns dos ‘sujeitos’ dos agradecimentos encontrados para discorrer se há ou não necessidade, ajustando o texto da melhor maneira possível.

1. Ao orientador

Por mera formalidade, ou até mesmo de forma sincera, agradecemos ao nosso orientador e ao co-orientador, quando há. Por mais que algumas vezes nos sintamos negligenciados pelos nossos mentores, reconhecer que nossa trajetória acadêmica (e porque não profissional) poderia ser diferente se não fosse por ele em apostar na gente para desenvolver uma investigação que levará o nome dele também, é o mínimo que devemos fazer.

2. Aos membros da banca examinadora

Deixar de saudar os membros da banca na qualificação e na defesa é, no mínimo, falta de educação. O mesmo pode se estender à seção de agradecimentos no trabalho escrito. Embora essa seção seja pessoal, agradecer a atenção e as considerações prestadas ao seu trabalho pode ser visto de forma muito positiva para o momento da defesa.

3. Divindades

Pessoas devotas, muitas vezes, agradecem a uma divindade. Agradecer a Deus, Buda, Alá, ou a qualquer Força Superiora costuma ser vista com naturalidade em uma tese ou dissertação. Embora, para muitas pessoas, a ciência e a religião não andem juntas, o respeito pelas crenças do próximo pode ser exigido e esperado. Afinal, a jornada vivida numa pós-graduação não é fácil… Se nossas crenças nos dão força para prosseguir, por que não agradecer posteriormente?

4. Família e amigos

Fazer pós-graduação não é um trabalho fácil. Apenas quem já fez uma compreende a dedicação atribuída e o estresse que vivenciamos. Apesar de, muitas vezes, nossa família e amigos não entenderem pelo que passamos, é neles que acabamos por descontar muitas de nossas angústias e frustrações. E mesmo assim, eles continuam ao nosso lado. Por conta disso, agradece-los em nossa redação, além de ser o mínimo que podemos fazer, vira uma atividade muito emocionante ao relembrar das etapas dessa jornada.

5. Colegas do grupo de pesquisa e da pós-graduação

Embora cada tese e dissertação sejam únicas, desenvolver uma investigação não precisa ser uma tarefa solitária. Os desafios que enfrentamos são diversos, sejam eles na compreensão de uma teoria, na aplicação de um método ou na análise dos dados, compartilhar nossos anseios com quem passa pelo mesmo que a gente, além de contribuir para superar nossas dificuldades, nos faz perceber que não estamos sozinhos. Isso, com certeza, é digno de agradecimentos.

6. Apoio a fomento

Evidenciar o financiamento de uma instituição pública ou de uma empresa na publicação de um artigo pode ser visto como uma questão de ética, obrigação ou ainda como uma transparência para a comunidade científica.

Pleitear uma bolsa ou um apoio financeiro, além de demonstrar a capacidade do coordenador da pesquisa de mobilizar recursos, mostra também que determinadas áreas de conhecimento possuem diferentes canais de captação de recursos para o seu desenvolvimento.

Esta percepção sobre o agradecimento do apoio financeiro na publicação de artigos científicos pode ser estendida para a redação final da tese e da dissertação. Muitos investigadores desenvolvem suas pesquisas como uma atividade paralela ao seu trabalho remunerado.

Se recebermos um reconhecimento financeiro pelo trabalho que desenvolvemos como investigadores numa pós-graduação, porque não agradecer?

7. Participantes da pesquisa

Nem todas as pesquisas são feitas em laboratórios fechados, com o uso de microscópios para observar diferentes células. Muitas pesquisas precisam da cooperação, compromisso e consentimento de muitas pessoas para poder atingir um objetivo e ainda, responder a um problema de pesquisa.

Muitas vezes, essa participação estende-se, ou ‘limita-se’, ao assentimento de crianças e adolescentes com a autorização de pais ou responsáveis. Agradece-los na tese ou dissertação não é uma questão de ética, mas demonstra um reconhecimento de que, sem eles, não haveria a pesquisa.

8. Animais de estimação

Nossos bichinhos nos trazem muitas alegrias, descontração e companheirismo nessas jornadas que são o mestrado e o doutorado. Embora a seção de agradecimentos seja pessoal, os membros da banca examinadora podem interpretar essa gratidão como uma imaturidade científica.

Ainda que essa gratidão seja sincera, nossos bichinhos não irão ler nosso trabalho. Podemos demonstrar gratidão a eles e retribuir tanta devoção e lealdade de outras formas. Então, por que arriscar?

9. A si mesmo

Como dizia o poeta John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. Embora fazer um mestrado ou doutorado pareça ser uma jornada solitária, ela não precisa ser. Até o momento, apresentamos diversos coadjuvantes que atuam nessas expedições. Sendo assim, agradecer a si mesmo na redação de uma tese ou dissertação não demonstra um ‘auto reconhecimento’ pela dedicação à pesquisa, mas sim um egocentrismo desnecessário. Pensando assim, vamos agradecer a quem realmente somos gratos?

10. Marcas de Bebidas e Times de Futebol

Nunca direcione seu dircurso ao agradecimento de marcas, seja no futebol ou em homenagem a fabricantes de bebidas em geral. Numa pós-graduação podemos e devemos sim valorizar e vivenciar esses momentos a fim de evitar o acúmulo de estresse, ansiedade e até mesmo para evitar o desenvolvimento de doenças (sim, isso acontece muito na pós-graduação). Mesmo que pessoal, a seção de agradecimentos deve ser visto com seriedade.

Podemos agradecer àqueles que tomaram uma cervejinha conosco, que assistiu à partida ou ao campeonato e torceu junto, que tal? Afinal, será que sem essas pessoas, a cerveja teria o mesmo sabor e a partida de futebol seria tão divertida? Essa seria uma maneira interessante de contar um pouco da diversão que houve durante o processo, mas lembrando: sem citar marcas ou fabricantes!

Caso alguém seja esquecido…

Muitas vezes sentimos dificuldade em por em palavras toda gratidão que surge quando finalizamos uma tese ou dissertação. Podemos nos inspirar nas palavras de amigos e colegas que já passaram por isso e veremos agradecimentos que vão além das sugestões e opiniões que apresentamos nesse artigo. Mais uma vez, vamos ratificar o quanto a seção de agradecimentos é pessoal e que nos traz muitas lembranças de uma jornada que está chegando ao fim.

Também sentimos um certo medo de esquecer de alguém especial. Se esquecermos, não significa que ela não foi importante na sua trajetória. Significa apenas que você está ansioso demais com a entrega da versão final de sua redação para a banca examinadora e pelo momento da defesa. Então, não se preocupe. Após esse momento, você ainda fará modificações e poderá acrescentar essas pessoas.

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A importante missão dos membros da comissão organizadora em um evento científico

Neste artigo compilamos algumas dicas para que tudo ocorra bem durante as diversas etapas que envolvem a organização e a gerência de eventos científicos.

Um evento científico é organizado por uma Comissão organizadora que é composta por diversos integrantes, de forma hierarquizada, sendo que todos eles possuem um objetivo em comum: que o evento seja um sucesso.

Normalmente, uma comissão organizadora é formada por professores, investigadores e alunos de graduação e de pós-graduação. Com tantas tarefas a serem realizadas, que vão desde coordenar o evento, convidar conferencistas até ligar um retroprojetor e organizar uma mesa de coffee, não é de se espantar com a quantidade de pessoas que compõe uma comissão organizadora.

Alunos de graduação e de pós-graduação buscam participar de comissões organizadoras em eventos científicos por dois motivos: para conhecer investigadores renomados que participarão como conferencistas ou ainda pelo certificado que integrará as atividades acadêmicas exigidas pelo curso.

Mas, enquanto aluno, como podemos contribuir para o sucesso do evento?

Neste artigo, iremos apresentar algumas dicas que poderão orientar alunos de graduação e de pós-graduação que têm interesse em participar de comissão organizadora de eventos científicos.

Tenha iniciativa

Na correria de um evento, muitos integrantes da comissão organizadora ficam sobrecarregados de tarefas enquanto que outros ficam ‘sem ter o que fazer’. Isso acontece exatamente por uns terem mais iniciativa que outros e quem está na coordenação sabe que pode contar com eles.

Se ninguém te passou nenhuma tarefa, pergunte a um colega atarefado se ele precisa de ajuda. Com certeza ele irá precisar. Assim, a realização das tarefas fica mais bem distribuída e a certificação, ao final do evento, será mais justa.

Mantenha-se informado

Ao chegar a um evento e avistar uma ‘camiseta da comissão’, o participante imediatamente irá fazer perguntas: onde é o credenciamento, onde é o banheiro, onde será abertura, que horas começa alguma palestra… Não saber responder perguntas como essas faz com que o participante pense que o evento foi mal organizado.

Ter em mãos um cronograma, conhecer o local do evento e saber quem são as pessoas que saberiam responder a essas perguntas pode facilitar muito nesses momentos. Não precisamos saber de tudo “tim tim por tim tim”, mas dedicar uma atenção ao participante e orientá-lo para sanar suas dúvidas ajuda muito a construir uma opinião positiva sobre o evento. Aliás, nos credenciamentos, normalmente, há quem esteja mais bem informado. Vá com o participante e aproveite para se informar mais!

Atenção às tarefas

Com tantas coisas que temos que fazer num evento, ver um colega parado, sem colaborar com nada, gera um sentimento de desânimo. Afinal, são dias muito intensos de trabalho nos quais teremos como remuneração “apenas” um certificado. Ao avistar esse ‘colega’, não desanime. Peça ajuda a ele para realizar suas tarefas… às vezes ele está apenas perdido com a dinâmica do evento. Se não for o caso, comunique isso como um aspecto negativo ao coordenador quando o evento encerrar. Com certeza, na próxima edição, ele irá convidar alunos que tenham iniciativas para ser da comissão organizadora para o evento sempre melhorar.

Sorria sempre

Não importa o humor… Sorria sempre! Durante um evento, enquanto comissão organizadora, temos que atender aos participantes, sendo que eles podem estar com qualquer tipo de humor. Eles podem estar ‘de boa’, animados com o evento, cansados de uma viagem, ansiosos por apresentar uma comunicação oral, perdidos no local ou ainda estressados por ter que ocorrido algum problema em sua inscrição, dentre outros.

Se o participante for simpático com você, sorria… se ele for mal educado, estiver estressado, demonstre empatia e… sorria! Isso mesmo, um sorriso pode intensificar um humor que já está bom e ajudar a melhorar um que não está tão bom assim. Por outro lado, ajudará você a não se contagiar com um humor negativo apresentado pelo outro. No geral, um evento em que todos sorriem terá muito mais chance de ser um sucesso!

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